Finalmente o vídeo está chegando à sala de
aula. E dele se esperam, como em tecnologias anteriores, soluções imediatas
para os problemas crônicos do ensino-aprendizagem. O vídeo ajuda a um bom
professor, atrai os alunos, mas não modifica substancialmente a relação
pedagógica. Aproxima a sala de aula do cotidiano, das linguagens de
aprendizagem e comunicação da sociedade urbana, mas também introduz novas
questões no processo educacional.
O vídeo está umbilicalmente ligado à televisão
e a um contexto de lazer, e entretenimento, que passa imperceptivelmente para a
sala de aula. Vídeo, na cabeça dos alunos, significa descanso e não
"aula", o que modifica a postura, as expectativas em relação ao seu
uso. Precisamos aproveitar essa expectativa positiva para atrair o aluno para
os assuntos do nosso planejamento pedagógico. Mas ao mesmo tempo, saber que
necessitamos prestar atenção para estabelecer novas pontes entre o vídeo e as
outras dinâmicas da aula.
Vídeo significa também uma forma de contar
multilinguística, de superposição de códigos e significações, predominantemente
audiovisuais, mais próxima da sensibilidade e prática do homem urbano e ainda
distante da linguagem educacional, mais apoiada no discurso verbal-escrito.
Linguagens do audiovisual
O vídeo parte do concreto, do visível, do
imediato, próximo, que toca todos os sentidos. Mexe com o corpo, com a pele
-nos toca e "tocamos" os outros, estão ao nosso alcance através dos
recortes visuais, do close, do som estéreo envolvente. Pelo vídeo sentimos,
experienciamos sensorialmente o outro, o mundo, nós mesmos.
O vídeo explora também e, basicamente, o ver,
o visualizar, o ter diante de nós as situações, as pessoas, os cenários, as
cores, as relações espaciais (próximo-distante, alto-baixo, direita-esquerda,
grande-pequeno, equilíbrio-desequilíbrio). Desenvolve um ver entrecortado - com
múltiplos recortes da realidade -através dos planos- e muitos ritmos visuais:
imagens estáticas e dinâmicas, câmera fixa ou em movimento, uma ou várias
câmeras, personagens quietos ou movendo-se, imagens ao vivo, gravadas ou
criadas no computador. Um ver que está situado no presente, mas que o interliga
não linearmente com o passado e com o futuro. O ver está, na maior parte das
vezes, apoiando o falar, o narrar, o contar histórias. A fala aproxima o vídeo
do cotidiano, de como as pessoas se comunicam habitualmente. Os diálogos
expressam a fala coloquial, enquanto o narrador (normalmente em off)
"costura" as cenas, as outras falas, dentro da norma culta,
orientando a significação do conjunto. A narração falada ancora todo o processo
de significação.
A música e os efeitos sonoros servem como
evocação, lembrança (de situações passadas), de ilustração -associados a
personagens do presente, como nas telenovelas- e de criação de expectativas,
antecipando reações e informações. O vídeo é também escrita. Os textos,
legendas, citações aparecem cada vez mais na tela, principalmente nas traduções
(legendas de filmes) e nas entrevistas com estrangeiros. A escrita na tela hoje
é fácil através do gerador de caracteres, que permite colocar na tela textos
coloridos, de vários tamanhos e com rapidez, fixando ainda mais a significação
atribuída à narrativa falada. O vídeo é sensorial, visual, linguagem falada,
linguagem musical e escrita. Linguagens que interagem superpostas,
interligadas, somadas, não separadas. Daí a sua força. Nos atingem por todos os
sentidos e de todas as maneiras. O vídeo nos seduz, informa, entretém, projeta
em outras realidades (no imaginário) em outros tempos e espaços. O vídeo
combina a comunicação sensorial-cinestésica, com a audiovisual, a intuição com
a lógica, a emoção com a razão. Combina, mas começa pelo sensorial, pelo
emocional e pelo intuitivo, para atingir posteriormente o racional.
As linguagens do audiovisual respondem à
sensibilidade dos jovens e da grande maioria da população adulta. São
dinâmicas, dirigem-se antes à afetividade do que à razão. O jovem lê o que pode
visualizar, precisa ver para compreender. Toda a sua fala é mais
sensorial-visual do que racional e abstrata. Lê, vendo, desenvolvendo, assim, múltiplas
atitudes perceptivas
Propostas de Uso do Vídeo
Proponho, a seguir, um roteiro simplificado e
esquemático com algumas formas de trabalhar com o vídeo na sala de aula. Como
roteiro não há uma ordem rigorosa e pressupõe total liberdade de adaptação
destas propostas à realidade de cada professor e dos seus alunos.
Usos Inadequados em Aula
Vídeo-tapa buraco:
colocar vídeo quando há um problema inesperado, como ausência do professor.
Usar este expediente eventualmente pode ser útil, mas se for feito com freqüência,
desvaloriza o uso do vídeo e o associa -na cabeça do aluno- a não ter aula.
Vídeo-enrolação:
exibir um vídeo sem muita ligação com a matéria. O aluno percebe que o vídeo é
usado como forma de camuflar a aula. Pode concordar na hora, mas discorda do seu
mau uso.
Vídeo-deslumbramento: O
professor que acaba de descobrir o uso do vídeo costuma empolgar-se e passa
vídeo em todas as aulas, esquecendo outras dinâmicas mais pertinentes. O uso
exagerado do vídeo diminui a sua eficácia e empobrece as aulas.
Vídeo-perfeição:
Existem professores que questionam todos os vídeos possíveis porque possuem
defeitos de informação ou estéticos. Os vídeos que apresentam conceitos
problemáticos podem ser usados para descobri-los,junto com os alunos, e
questioná-los.
Só vídeo: não é satisfatório
didaticamente exibir o vídeo sem discuti-lo, sem integrá-lo com o assunto de
aula, sem voltar e mostrar alguns momentos mais importantes.
Propostas de Utilização
Vídeo como sensibilização: É,
do meu ponto de vista, ouso mais importante na escola. Um bom vídeo é
interessantíssimo para introduzir um novo assunto, para despertar a
curiosidade, a motivação para novos temas. Isso facilitará o desejo de pesquisa
nos alunos para aprofundar o assunto do vídeo e da matéria.
Vídeo como ilustração: O
vídeo muitas vezes ajuda a mostrar o que se fala em aula, a compor cenários
desconhecidos dos alunos. Por exemplo, um vídeo que exemplifica como eram os
romanos na época de Julio César ou Nero, mesmo que não seja totalmente fiel,
ajuda a situar os alunos no tempo histórico. Um vídeo traz para a sala de aula
realidades distantes dos alunos, como por exemplo a Amazônia ou a África. A
vida se aproxima da escola através do vídeo.
Vídeo como simulação: É
uma ilustração mais sofisticada. O vídeo pode simular experiências de química
que seriam perigosas em laboratório ou que exigiriam muito tempo e recursos. Um
vídeo pode mostrar o crescimento acelerado de uma planta, de uma árvore -da
semente até a maturidade- em poucos segundos
Vídeo como conteúdo de ensino:
Vídeo que mostra determinado assunto, de forma direta ou indireta. De forma
direta, quando informa sobre um tema específico orientando a sua interpretação.
De forma indireta, quando mostra um tema, permitindo abordagens múltiplas,
interdisciplinares.
Vídeo como produção: Como documentação, registro de eventos, de
aulas, de estudos do meio, de experiências, de entrevistas, depoimentos. Isto
facilita o trabalho do professor, dos alunos e dos futuros alunos. O professor
deve poder documentar o que é mais importante para o seu trabalho, ter o seu
próprio material de vídeo assim como tem os seus livros e apostilas para
preparar as suas aulas. O professor estará atento para gravar o material
audiovisual mais utilizado, para não depender sempre do empréstimo ou aluguel
dos mesmos programas.
Vídeo espelho:
Vejo-me na tela para poder compreender-me, para descobrir meu corpo, meus
gestos, meus cacoetes. Vídeo-espelho para análise do grupo e dos papéis de cada
um, para acompanhar o comportamento de cada um, do ponto de vista
participativo, para incentivar os mais retraídos e pedir aos que falam muito
para darem mais espaço aos colegas. O vídeo-espelho é de grande utilidade para
o professor se ver, examinar sua comunicação com os alunos, suas qualidades e
defeitos.
Dinâmicas de análise
Análise em conjunto: O
professor exibe as cenas mais importantes e as comenta junto com os alunos, a
partir do que estes destacam ou perguntam. É uma conversa sobre o vídeo, com o
professor como moderador.
O professor não deve se o primeiro a dar a sua
opinião, principalmente em matérias controvertidas, nem monopolizar a
discussão, mas tampouco deve ficar encima do muro. Deve posicionar-se, depois
dos alunos, trabalhando sempre dois planos: o ideal e o real; o que deveria ser
(modelo ideal) e o que costuma ser (modelo real).
Análise globalizante: Fazer,
depois da exibição, estas quatro perguntas:
- Aspectos positivos do vídeo
- Aspectos negativos
- Ideias principais que passa
- O que vocês mudariam neste vídeo
Se houver tempo, essas perguntas serão
respondidas primeiro em grupos menores e depois relatadas/escritas no plenário.
O professor e os alunos destacam as coincidências e divergências. O professor
faz a síntese final, devolvendo ao grupo as leituras predominantes (onde se
expressam valores, que mostram como o grupo é).
Análise Concentrada: Escolher,
depois da exibição, uma ou das cenas marcantes. Revê-las uma ou mais vezes.
Perguntar (oralmente o por escrito):
- O que chama mais a atenção
(imagem/som/palavra)
- O que dizem as cenas (significados)
- Consequências, aplicações (para a nossa
vida, para o grupo).
Análise "funcional": Antes
da exibição, escolher algumas funções ou tarefas (desenvolvidas por vários
alunos):
- o contador de cenas (descrição sumária, por
um ou mais alunos)
- anotar as palavras-chave
- anotar as imagens mais significativas
- caracterização dos personagens
- música e efeitos
- mudanças acontecidas no vídeo (do começo até
o final).
Depois da exibição, cada aluno fala e o
resultado é colocado no quadro negro ou painel. A partir do quadro, o professor
completa com os alunos as informações, relaciona os dados, questiona as
soluções apresentadas.
Análise da linguagem: trabalho
descritivo de compreensão e intrerpretação:
- Que história é contada (reconstrução da
história)
- Como é contada essa história
. o que lhe chamou a atenção visualmente
. o que destacaria nos diálogos e na música
- Que ideias passa claramente o programa (o
que diz claramente esta história)
. O que contam e representam os personagens
. Modelo de sociedade apresentado
- Ideologia do programa
- Mensagens não questionadas (pressupostos ou
hipóteses aceitos
de antemão, sem discussão).
. Valores afirmados e negados pelo programa
(como são apresentados a justiça, o trabalho, o amor, o mundo)
- Como cada participante julga esses valores
(concordâncias e discordâncias nos sistemas de valores envolvidos). A partir de
onde cada um de nós julga a história.
Referências
FDE - FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA
EDUCAÇÃO. Multimeios aplicados à educação: uma leitura crítica. Cadernos
Idéias, n.9, São Paulo, FDE, 1990.
BABIN, Pierre e KOPULOUMDJIAN, Marie-France. Os
novos modos de compreender; a geração do audiovisual e do computador. São
Paulo: Ed. Paulinas, 1989.
FERRÉS, Joan. Vídeo e Educação. 2a ed., Porto
Alegre: Artes Médicas (atualmente Artmed), 1996.
____________. Televisão e Educação. São Paulo:
Artes Médicas (Artmed), 1996.
MACHADO, Arlindo. A arte do vídeo. São Paulo:
Brasiliense, 1988.
MORAN, José Manuel. Leituras dos Meios de Comunicação.
São Paulo, Ed. Pancast, 1993.
__________________. Como ver Televisão. São
Paulo, Ed. Paulinas, 1991.
MORAN, José Manuel, MASETTO, Marcos e BEHRENS,
Marilda. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. 7ª ed., Campinas: Papirus,
2003.
Mais propostas de trabalho com audiovisual:
O vídeo, infelizmente, é usado como tábua de salvação para muitos docentes. Geralmente ele é utilizado como “tapa-buraco”, sem ligação com a disciplina. No geral, como entretenimento.
ResponderExcluirAssim como na leitura, é essencial que o professor propicie análise e debates sobre assuntos correspondentes àqueles que estão sendo veiculados na exibição do vídeo. Mostrar as diferentes linguagens que uma produção cinematográfica usa para diferentes razões: entreter, documentar, fazer rir, informar, refletir. Cada intenção vai exigir linguagens diferentes, no que tange à trilha sonora, fala, cenários, figurinos, cores e movimentação de câmera. É um terreno fértil para falar ou ilustrar qualquer tipo de assunto que se propõe à abordagem. Como diz Paulo Freire, a escola deve debater em seu cenário tudo que circula na sociedade para sua melhor análise , fazendo com que o discente supere o conhecimento de senso comum pelo epistemológico. Assuntos como Sexualidade, Gravidez, Orientação Sexual, Violência, Drogas podem ter, nos variados tipos de produção audiovisual , uma forma de entrar no assunto ou ilustrá-lo. Obviamente que a questão de exibir um vídeo deve estar sempre ligada à pedagogia de quem o introduz, para evitar que fique algo solto, caindo na velha questão do entretenimento pelo entretenimento.
Uma boa proposta, já dita em outros comentários postados neste blog, é fazer com que os alunos produzam vídeos observando as interações das diferentes linguagens para tal produção. Além de ser algo prazeroso também contribui para que o discente consiga analisar, posteriormente, as intenções das produções midiáticas existentes sem a probabilidade de “engolir” o que se fala como única fonte de verdade absoluta.
Rafael 51515000
RA51512041 - A utilização de vídeos na escola ainda é usada por alguns professores como forma de passar o tempo, enrolar. Embora seja uma maneira trazer conhecimentos aos alunos, fazendo ligação entre a disciplina estudada e um filme por exemplo. Pode-se pedir que os alunos produzam vídeos sobre os mais diversos temas, despertando ainda mais o interesse dos alunos, fazer análises.
ResponderExcluirO trabalho com audiovisual na educação pode contribuir muito com a prática pedagógica,quando bem utilizado.É preciso saber explorar esse importante recurso pedagógico para aumentar o interesse por parte dos alunos sobre o tema estudado e desejo de pesquisa.
ResponderExcluirJoelma RA-51512483
O vídeo ajuda muito o professor na sala de aula através dele temos noção do lugar das cores de figuras, podendo contribuir com prática pedagógica quando bem utilizado. Não devemos usar para somente para passar tempo e sim para contribuir com o aprendizado do aluno. Pode ser divertido e ser usado como um grande recurso dentro da sala de aula.
ResponderExcluirSimoni Souza Pellini - 51422420
Bruna A.F.Marinho 51515335
ResponderExcluirEm minha época escolar me deparei inúmeras vezes com o tapa buraco das aulas: o vídeo .
Salvação de muitos professores despreparados, ou educação física em dias de chuva, infelizmente...
Com isso crescemos com a ideia errada sobre os vídeos usados em sala de aula, onde na verdade, estes deveriam ser utilizados como ferramentas para auxiliar no processo pedagógico.
Entre inúmeras formas de utilização, como citado em outros comentários, podemos levar o aluno a realização dos seus próprios vídeos, produzindo-os mediante a análise de diversas formas de linguagem.
O áudio visual em sala de aula é muito enriquecido dependendo da forma que o professor irá aplicar, como foi dito na nossa aula, não basta somente jogar o vídeo para 'passar o tempo", o professor mediador deve intervir com perguntas, aguçando a curiosidade do aluno, explorando debates sobre o vídeo para dar estímulo e importância ao assunto que será trabalhado.
ResponderExcluirHá formas diversas de se utilizar o áudio visual na sala de aula, cabe ao professor planejar para que não deixe uma ideia errada de que está simplesmente preenchendo o tempo com entretenimento. Uma vez que for usado de maneira inadequada perderá seu objetivo e função. Hoje temos uma infinidade de recursos que nos permitem enriquecer nossas aulas e torná-las mais atraentes e produtivas, cabe-nos selecionar e contextualizar.
ResponderExcluirQuando o vídeo e utilizado em aula com um objetivo ele é uma ferramenta que contribuem com aprendizado. Infelizmente professores usam esse recurso sem finalidade, tornando-se as aulas cansativas (dependendo do que esta transmitindo).O vídeo é uma possibilidade de mostrar e informar, por intermédio de imagens e sons tornando prazerosos e com diferentes emoções.
ResponderExcluirJuciane RA:51422381
O video é um recurso que auxilia um bom professor no aprofundamento do assunto do assunto de uma forma dinâmica, contudo ele não modifica a relação pedagógica. Visto que, muitos profissionais o exerga como solução para o ensino-aprendizagem.
ResponderExcluirÉ importante ressaltar que deve ter cuidado ao utilizar este recurso, pois e visto como lazer, a hora do descanso e nao da aula.
Atraves do video, sentimos, experienciamos o mundo, obtemos relações espaciais, observamos o dialogo coloquial, a fala proxima ao nosso cotidiano, criamos expectativas... Enfim o video seduz.
Porem, muitos profissionais utiliza desse recurso como tapa burracos na ausência de um professor, passa um vídeo desconexo com a matéria estudada, ou até utilizada relacionando-o ao assunto, porem sem discuti-lo. Ou seja não aproveita o recurso para uma melhor aprendizagem dos a.unos.
Um bom professor aproveita do recurso para aprofundar o conteúdo, ilustrar uma determinada época ou lugar, fa a análise dos fatos, provocando o aluno a observar, questionar e vivenciar o assunto, sendo apenas o moderador.
Aline Cardoso
RA-51513001
A tecnologia trouxe o vídeo como forna de conhecimento sobre algo, para sentirmos, nos emocionarmos ou se divertimos, porém na sala de aula alguns professores não usam adequadamente o vídeo, alguns chegam sem aula planejada e colocam um filme qualquer, logo para as crianças a aula se torna cansativa, elas ficam desmotivadas e sem vontade de ir para a escola, porém penso que se o professor souber utilizá-lo pode se torna uma importante ferramenta para o conhecimento, tanto para facilitar como aprender um determinado conteúdo.
ResponderExcluirDayane Cristina de Oliveira RA: 51514945
Eliana Scarpa Bosso R.A. 51422161
ResponderExcluirO vídeo não é uma solução imediata para os problemas crônicos do ensino-aprendizagem, porque ele é um auxiliar de um bom professor, já que é uma forma atraente de compartilhar os conteúdos de formas significativa e motivadora aos alunos. Essa forma de abordagem pedagógica traz leveza ao ambiente escolar, pois se dirige antes à afetividade do que à razão.
“O vídeo é sensorial, visual, linguagem falada, linguagem musical e escrita. Linguagens que interagem superpostas, interligadas, somadas, não separadas. Daí a sua força. Atingem-nos por todos os sentidos e de todas as maneiras. O vídeo nos seduz, informa, entretém, projeta em outras realidades (no imaginário) em outros tempos e espaços.”
Colocar um vídeo sem objetivos específicos, só como forma de lazer, é inadequado a um processo de aprendizagem. Deve haver propostas reais de utilização, como sensibilização, ilustração, simulação, conteúdo de ensino, produção e espelho, com posterior dinâmicas de análise.
O uso do audiovisual em sala de aula é sem dúvida um recurso espetacular pois como o próprio texto afirma é convidativo e sedutor. Ele é muito palpável ao nosso conhecimento, tanto que após vermos um filme paramos para pensar e refletir sobre um determinado assunto e muitas vezes mudamos nossos hábitos atitudes.
ResponderExcluirEm vista disso podemos explorar esse recurso infindavelmente em nossas aulas, no entanto é necessário planejar o uso não deixando que se torne banal, sem pertinência com os conteúdos.
Se planejarmos um vídeo como complemento de um conteúdo, os alunos podem apreender melhor tais informações uma vez que os vídeos tem poder de envolver muito mais o educando. Claro que para isso deve-se ter critérios de seleção e adequamento, com objetivos definidos.
Anair R. Tuya
RA 51515201
Infelizmente os professores em sala de aula, utilizam este recurso de modo equivocado, para tapar buraco, ou seja quando os mesmos não querem dar aula, ou quando falta professor na escola. A utilização adequada desta modernidade proporciona ao aluno um momento de contextualização do conteúdo estudado. Podemos inclusive proporcionar a construção de conteúdos audiovisuais.
ResponderExcluirLais Neri Silva
RA 51515200
severina rosa dos santos giacomini ra: 51421743
ResponderExcluirvideos e suas utilidades, infelizmente tem docentes usando os videos como meros tapa buracos, pois passam os fimes para distrair seus alunos sem nenhum finalidade pedagogico, isso não é bom, porque descaracteriza sua função que é educar, quando bem utilizado, ainda me lembro de alguns filmes que assisti quando estava cursando o insino fundamental, o titulo do filme, desventura em série, a professora pidiu que fizerssemos algumas anotações, pois teriamos que narrar alguns fatos para ela assim o fizermos. ja na sala de aula gerou uma boa discursão,tal, como era o nome do filme quais as senas mais emocionante, quem era o narrador, entre outras. nos gostamos muito, os professores deveriam desenvolver mais atividades com video pois se bem utilizado é uma boa ferramenta no ensino-aprendizagem, porque essas atividades motivam e envolvem, quando ha uma motivação os alunos se apropria do conteudo.
O uso do audiovisual é um excelente recurso para ser utilizado na sala de aula. Os vídeos e músicas mexem com nossos sentidos e nos possibilitam novas formas de aprendizagem, ajudando na absorção dos conteúdos. Desperta nos alunos a curiosidade, a motivação e um interesse, além de entreter. O professor precisa planejar sua aula e usar os vídeos com uma intencionalidade, de forma que venha complementar seus conteúdos e enriquecer suas aulas, e não como uma forma de "passar o tempo", ou sendo usado de forma descontextualizada.
ResponderExcluirAcredito muito na eficiência do uso das múltiplas linguagens na sala de aula e já tive ótimas experiências usando os recursos audiovisuais em minhas aulas. Sempre que acho viável, trago vídeos e músicas que sejam relacionados ao conteúdos que estou trabalhando, e sempre tenho resultados positivos. Até mesmo na faculdade, já tive aulas em que aprendi muito assistindo um vídeo ou ouvindo uma música.
Existem professores que usam de forma excessiva, e por outro lado ainda existe uma certa resistência da parte de outros professores. Precisa haver equilíbrio e planejamento, para que estes recursos sejam nossos aliados e nos tragam resultados positivos.
O uso controverso do vídeo em sala de aula nos mostra como os educadores ainda aliam o recurso que está em grande quantidade na escola a diversão somente. Por causa do projeto vídeo que tem adeptos da creche ao fundamental 2 que muitos gestores vem com " maus olhos" o trabalho com filmes, mas através dele é possível exemplificar uma época, mostrar costumes, trabalhar narrativas e seus elementos e muitas outras propostas interessantes que são retiradas a mediada que se tem um uso indevido do material.
ResponderExcluirAo ser inserido no ambiente escolar aluno traz consigo um conhecimento cultural detre eles a comunicação audiovisual,ao trabalhar com esse recurso dentro de sala de aula é necessário que seja um momento reflexivo e produtivo ,onde o professor tenha um objetivo especifico para atingir,tenha conhecimento sobre o recurso ,pois é necessário que seja feita a junção de cultura e prazer e acima de tudo que seja trabalhado de forma educativa,com o objetivo de alcançar uma aprendizagem significativa.
ResponderExcluirSHIRLEY F.QUEIROZ
RA:51421782
Ana Paula Salles Pereira - R.A. 51514335. O uso do Audiovisual em sala deve ser sempre bem planejado, ao contrário dos que pensam opostamente. É preciso pensar no público alvo, conteúdo do mesmo, entre vários outros fatores. Deve ser um instrumento adicional, não substituto do professor na relação ensino-aprendizagem. Sempre pensando em objetivos, proporcionando aos alunos perceberem que o vídeo tem uma finalidade concreta, previamente pensada.
ResponderExcluirAna Maria Ferreira
ResponderExcluirO uso do vídeo como recurso tecnológico auxilia o professor na organização da proposta pedagógica, recriando de forma significativa a aprendizagem de novos conteúdos, possibilitando a construção de novos significados para ler e compreender o mundo, ampliando o repertório de saberes dos alunos. Com o auxílio dos multimeios, o professor adota uma nova postura, deixando de lado a figura de mero transmissor de conteúdos para a de mediador do conhecimento, mais reflexivo, crítico e articulador de uma nova prática pedagógica. Há que se considerar o uso racional desse recurso, para que não seja evasivo e descontextualizado, sendo utilizado de forma exaustiva pelo professor. Essa ferramenta didática possibilita a socialização do conhecimento de forma dinâmica e interativa, agregando novos valores e desenvolvendo a sensibilidade dos alunos, já que utiliza diversos canais para transmissão dos conteúdos, como a escrita, a imagem e o som.
RA 51515623 (Anita Michele) O uso do audiovisual, infelizmente já está tarimbado, como tapa buraco, professor que enrola. Enfim, cabe agora a nós professores mudar essas concepções. Traçar estratégias, ter claro as funções didáticas, fazer com que o aluno se sensibilize, tocá-lo, estigá-lo de tal maneira que o faça refletir, e expor suas opiniões sobre o tema abordado. Sempre lembrando que o professor é o mediador e o mesmo têm que ser o último a opinar.
ResponderExcluirWinnie Pelegrin.
ResponderExcluirO vídeo é um recurso muito rico para o trabalho em sala de aula. Infelizmente na maioria das vezes ele não é utilizado de forma correta e não passa uma alternativa para aulas sem reflexão nenhuma sobre o tema. Sendo assim, a transmissão de vídeos na escola se solidificou como "tapa buracos".
Se utilizado de forma correta, o recurso áudio visual pode contribuir para discussões de temas, análise de aspectos sobre determinado conteúdo e até mesmo consolidação de conceitos previamente estudados. Porém o vídeo deve estar inserido em um contexto da aula para que seja possível um futuro debate sobre as mensagens transmitidas pelo recurso.
O uso dos recursos midiáticos em sala de aula contribui para um aprendizado de forma dinâmica e leve, contribuindo para a construção de um olhar mais crítico e reflexivo.
Bárbara Cristina Costa Pires
ResponderExcluirRA:51422212
O vídeo que antes era visto como tapa-buraco, hoje pode ser visto como uma aula interativa e cheia de ideias para se trabalhar.
O audiovisual para criança é importantíssimo, em questões de visualizar e compreender melhor o que irá ser passado.
Mas para ser usado de forma correta, o professor deve pesquisar sobre o assunto a ser passado e dar um objetivo ao conteúdo.
Fotografia, máquina de filmar, projetor de cinema...Mais de um século se passou e o cinema continua contando histórias. Animações e efeitos especiais também modificaram o cinema. É difícil identificarmos o que existe e o que foi criado com o efeito especial. A qualidade e produção da imagem em três dimensões nos transporta para mundos imagináveis.
ResponderExcluirSANDRA GONÇALVES.
Com o uso do audio visual, o professor pode converter a sala de aula em um espaço real de interação, de troca de resultados, de enriquecimento de perspectivas, de discussão das contradições e de adaptação dos dados à realidade dos alunos. O professor não é visto apenas como um "informador", mas se torna o mediador do processo de ensino-aprendizagem. Usado da maneira correta este estará sempre contribuindo para a excelência da qualidade da aula.
ResponderExcluirAs aulas ministradas por meio de vídeos , é um novo caminho de se trabalhar vários conteúdos e assuntos de maneira concreta , pois são mais expositivas , através da ilustração , cenários ; som ; permite que o aluno fique mais próximo da realidade ; ou até mesmo , passa a ter conhecimentos que algo que por exemplo só se ouvir comentários ; sendo criando novas perspectivas e aumentando o diálogo e sua participação na sala de aula. Flávia Maria Ra : 51421744
ResponderExcluirQuantas possibilidades se abrem com a apresentação de um vídeo direcionando uma aula. A imagem sempre atraiu o homem. Ela mexe com o seu imaginário. Abre janelas, percorre mundos distantes, descortina personagens, reconstrói histórias, sensibiliza e aproxima o imaginário do real. Letícia.
ResponderExcluirComo sabemos aprendemos através dos nossos sentidos, e os olhos são uma janela para um mundo cheio de informações que nem sempre são bem definidas. No vídeo podemos voltar no tempo, parar uma cena, analisar seu conteúdo, interpretar suas intenções dentre outras funções. Mais uma vez cabe ao professor saber utilizar esse rico material midiático em prol do desenvolvimento dos alunos.
A apresentação de vídeos em sala de aula pode colaborar para uma aprendizagem significativa, permitindo aos alunos um momento de construção de conhecimentos de forma prazerosa. O educador deve planejar bem a aula adequando o tempo e os temas de acordo com a faixa etária dos estudantes, e também antecipando algumas reflexões sobre o tema abordado, focando os objetivos propostos e mediando em roda de conversa, possíveis questionamentos e soluções para o determinado assunto. As pessoas necessitam ser ouvidas, e esse momento de escuta do grupo é fundamental para trabalharmos valores e convivência e aceitação do outro, ou seja as diferentes opiniões contribuem para o enriquecimento de saberes dos estudantes, sendo assim o recurso audiovisual uma excelente ferramenta de ensino.
ResponderExcluirSheila Roberta RA 51515223
Thais Lauriano Ferreira R.A 51515105
ResponderExcluirA Ferramenta audiovisual contribuir significativamente quando se e planejado , favorece a assimilacão de conhecimentos como por exemplo o video de simulação que otimaza tempo por proporcionar um processo acelarado do desenvolvimento do objeto de estudo e observação de situações que nao exponha os alunos a riscos .
Cássia Lima RA51515399
ResponderExcluirO recurso áudio visual é um recurso riquíssimo na sala de aula, se usado de maneira correta e interativa. Já que o visual é sempre atrativo! Vídeos, filmes, musicas, etc... devem contribuir para as aulas dos professores.
Observamos por vezes o mau uso de um recurso tão produtivo como o vídeo em sala de aula. Particularmente, já utilizo o vídeo em minha prática há alguns anos e sua forma foi se modificando de acordo com o contexto. Inicialmente, trabalhei com profissionalização de jovens e adultos com deficiência intelectual. Neste contexto o vídeo era utilizado como um ilustrador de práticas positivas e negativas no mercado de trabalho. Era um recurso mais concreto, que possibilitava a reflexão e internalização de conceitos abstratos e comportamentais. Em meu contexto atual, o vídeo é de certa forma temática central de um dos projetos trabalhados e foi modificando tambem sua perspectiva. O projeto "TV Trovão" consiste em um programa interno de TV da E. M. "Anahy Navarro Trovão" (Educação Especial), onde os alunos documentam eventos ocorridos na escola, bem como temáticas de interesse do público alvo (colegas, professores e funcionários). Observo que a postura dos alunos mediante a produção de vídeo ganhou uma grande maturidade e desenvolvimento, fortalecendo a autonomia. Desta forma, um aluno gravou em casa (sem solicitação prévia) uma entrevista com sua mãe sobre a temática abordada no programa em construção. Essa atitude autonoma foi um divisor de águas na concepção do projeto, que atingiu objetivos além dos propostos inicialmente.
ResponderExcluirDesta forma, concebo o vídeo como um excelente mecanismo de desenvolvimento do conhecimento, possibilitando romper limites e favorecendo a aprendizagem e autonomia de pensamento e ações.
Julia